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O Semáforo da Alma

  • há 6 dias
  • 1 min de leitura

BOM DIA!


Ilustração acolhedora de mulher cansada tomando café diante do notebook, com semáforo amarelo simbólico representando pausa e autocuidado.

Tem dias que a gente acorda já no modo automático. Levanta, liga o café, liga o celular, liga o "vai que dá". A gente empurra o corpo como quem empurra porta emperrada: na força, no tranco, na teimosia de achar que insistir é sempre coragem.


Mas hoje eu reparei no meu próprio semáforo. Sabe quando o corpo fica amarelo, piscando devagar? Pedindo atenção antes de fechar tudo no vermelho. A gente finge que não vê. Acelera. “Só mais um e-mail”. “Só mais uma meta”. “Só mais um pouco e eu mereço descansar”.


Só que o merecimento não vem depois. Ele mora no meio do caminho.


Aprendi, meio na marra, que parar também é trajeto. Que existe uma força silenciosa em dizer: “hoje não dá”. Não é recuo. Não é fraqueza. É manutenção. É trocar o pneu antes de rasgar na estrada. É entender que a gente não foi projetado pra carregar o mundo nas costas todo santo dia, sem folga, sem respiro.

Tem peso que é nosso, sim. Mas tem peso que é aluguel e a gente insiste em comprar. Tem fase que pede passo largo. E tem fase que pede chinelo, rede e silêncio. Saber a diferença entre elas é um tipo de gentileza íntima, dessas que ninguém aplaude, mas que salva a gente por dentro.


Então hoje, se o dia pesar, lembra: descanso não é desistência. É respeito. É olhar pra própria alma e dizer “calma, eu te escuto”. Porque caminhar bem não é caminhar sem parar. É caminhar sem se perder de si.


QUE A GENTE TENHA A CORAGEM DE IR. E A SABEDORIA DE FICAR.


Gratidão, sempre.

1 comentário

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Edna Pinato
há 4 dias
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... E o dia de dar uma pausa é hoje!!!

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