top of page

O Legado de um Olho que Enxergava o que Ninguém Via

8 de out.
2 min de leitura

BOM DIA!


Ilustração de um professor idoso à secretária, ligado por um traço dourado a uma árvore junto à janela

Hoje sou eu mesmo o Dr. Valdivino que te escreve com carinho todos os dias.


Deixa eu te contar uma coisa, aqui do meu cantinho.


Eu sempre tive um olho. Não um olho qualquer. Aquele olho que enxergava o que ninguém via. Que media milímetros onde todo mundo via só parede. Que pegava o detalhe torto de longe.


Esse olho me deu nome. Me deu trabalho. Me deu orgulho.


Com ele eu ajudei muita gente, ensinei muita gente. Se você aprendeu comigo, você sabe. Eu era exigente, cobrava. Às vezes, eu sei, até humilhei sem querer. Não era por mal. Era porque esse olho não deixava passar. Ele queria a perfeição.


Eu tinha orgulho dessa habilidade. Confesso.


Até que um dia, bem ali, no cantinho desse mesmo olho, apareceu um pontinho. Pequeno, insistente. E ele resolveu crescer.


E esse pontinho veio pra fazer comigo o que eu fiz com tanta gente. Veio me medir. Veio me castigar. Veio me mostrar o limite. Veio querer apagar a minha habilidade, restringir meus sonhos, trazer insegurança.


Na hora dá medo. Dá revolta. Você pensa: justo no meu instrumento? Justo no que me fez ser quem eu sou?


Mas depois eu entendi. Esse pontinho também veio me ensinar. Como forma educativa. Me lembrando da lição mais simples e mais dura: do pó ao pó.


E aí, no silêncio, eu fiz as minhas contas. E o que me tranquiliza, o que me deixa em paz, é olhar pra trás e ver que a história foi construtiva.


Eu não passei em vão.


TIVE UM FILHO, PLANTEI UMA ÁRVORE, ESCREVI UM LIVRO. VIVI!


E é isso que eu quero te deixar hoje, meus amigos. Enquanto você tem saúde, enquanto seu olho enxerga, sua mão trabalha e seu coração sonha: seja produtivo.


Não fica esperando a hora perfeita. Não guarda teu talento na gaveta.


Ajuda alguém. Ensina alguém. Corrige com amor, pra não humilhar como eu às vezes fiz. Planta. Escreve. Cria teu filho com honra.


Porque no final, quando um pontinho qualquer vier te lembrar que a vida tem prazo, o que vai te acalmar não é o quanto você juntou. É o que você construiu.

Vive de um jeito que, quando chegar a tua hora de fechar o olho, você possa dizer com paz: eu vivi. E deixei algo de bom aqui.


NEM TODO PONTO É O FINAL. PODE SER O PONTO ONDE TUDO SE INICIA.


Gratidão sempre

1 comentário

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
Convidado:
13 de out.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Show!

Curtir
bottom of page