O Barco
BOM DIA!

A Lúcia me contou que passou dois anos empurrando uma porta que só abria pra dentro.
Ela queria aquele emprego, aquele relacionamento, aquela resposta. E quanto mais a vida dizia "não agora", mais ela batia, brigava, insistia. Ficou cansada, ansiosa, achando que se não fosse na força, não seria nunca.
Até que um dia ela cansou. Não de sonhar, mas de lutar contra o vento.
Ela me disse: "Eu aprendi a deixar a vida acontecer."
Às vezes, o que atrasa o nosso processo não é a falta de luta. É querer lutar contra a barreira errada.
A gente fica ali, dando murro em ponta de faca, tentando derrubar um muro que era só pra ser contornado.
A Lúcia fez diferente. Parou de brigar com o mundo. Começou a usar o vento a favor dela. Ajustou as velas.
Ela não deixou de remar. Ela só entendeu que não precisa remar contra a maré o tempo todo. Tem hora que é preciso deixar o rio seguir no seu fluxo, no tempo de Deus.
Ter paciência com a construção da própria história é um ato de fé.
Porque o que é nosso sempre encontra um jeito de chegar até nós. Nem sempre com tanto esforço, tanto suor, tanto desespero. Às vezes chega leve, porque a gente finalmente abriu a mão e deixou o tempo agir.
Deixar a vida fluir não é desistir. É confiar.
É saber o quanto você merece e não se humilhar por menos.
É ter fé que o barco vai chegar na praia certa, mesmo que a rota mude no meio do caminho.
Se hoje você está brigando com uma barreira, respira. Contorna.
AJUSTA A VELA. DEIXA O VENTO TE LEVAR.
Gratidão sempre



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