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O Amor que Aprendeu a Morar Separado

12 de set.
1 min de leitura

BOM DIA!


Miguel entre duas casas, com uma pequena casa iluminada ao centro simbolizando o amor dos pais.

O Miguel tem 8 anos e dois quartos. No da mãe tem a parede azul que ele mesmo pintou. No do pai tem a rede na varanda onde ele lê gibi.


Outro dia na escola, a professora pediu para desenhar a família. Miguel desenhou três casas. A dele com a mãe, a dele com o pai, e uma terceira no meio, menor, onde morava o coração dos dois. Quando perguntaram por que a terceira casa, ele disse: "É onde eles se gostam. Não precisa ter endereço pra gente morar lá."


A gente cresceu ouvindo que família boa é família junta debaixo do mesmo teto. Que separar é fracassar. Mas ninguém conta para as crianças que tem casa que é junta só por fora. Por dentro é silêncio pesado no jantar, porta batida, amor que virou disputa de quem está certo. Criança sente. Ela não entende de divórcio, mas entende de clima.


Pais separados que se respeitam, que se cumprimentam na porta da escola, que riem um do outro sem veneno, ensinam uma coisa rara: que o amor pode mudar de forma sem virar ódio. Que o fim de um casamento não precisa ser o fim do carinho. E isso, para um filho, é mais seguro que qualquer retrato de família perfeita na estante.

Miguel ainda não sabe explicar isso com palavras bonitas. Mas ele sabe que dorme tranquilo nas duas casas. Porque em nenhuma delas o amor está brigando para sobreviver.


Para você que se separou e tem filhos. Só se preocupe em demonstrar o amor, que por algum motivo, deixou de ser percebido por eles.


O RESTO FICARÁ BEM. ACREDITE.


Gratidão sempre

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