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Deseje Bom Dia Mesmo com Pressa

  • 23 de mai.
  • 2 min de leitura

BOM DIA!


Mulher segurando café no corredor do prédio diante da porta 302, refletindo sobre o tempo e os pequenos gestos da vida.

A cafeteira chia e eu lembro que a vida também. Não avisa quando vai queimar o café, nem quando vai queimar a gente.


Ontem tinha conta pra pagar, roupa pra estender, resposta pra dar “depois”. Aí o vizinho do 302 não abriu a janela hoje. Era só um “bom dia” que eu sempre adiei entre elevador e pressa. De repente, o dia sem o bom dia virou lembrança. O “depois” virou “e se?”.


A gente acha que controla o relógio, mas é ele que folheia a gente. Não negocia folga pra organizar sentimento, não espera a coragem chegar do mercado. Ele passa. E leva junto o abraço não dado, o perdão engasgado, o “eu te amo” que ficou mastigando na boca porque não era a hora perfeita.


Spoiler: não existe hora perfeita. Existe agora, com a louça na pia e o cabelo bagunçado. Existe ligar no meio da tarde só pra dizer “senti saudade”. Existe pedir desculpa antes que o orgulho crie raiz.


Talvez viver seja isso mesmo. A gente não é eterno, mas dá pra ser inteiro. Falar mais o que alivia, guardar menos o que pesa. Reparar em quem ficou quando todo mundo foi embora. Andar mais leve, mesmo com a mochila cheia de dia de semana.

No fim das contas, ninguém vai medir quantos anos couberam na gente. Vão lembrar o que a gente fez com o tempo que teve. Se foi com pressa, que seja com presença.


Então, antes que o café esfrie: gratidão. Pelo hoje que não pediu licença pra chegar, e pela chance de não deixar ele pra depois.


VOCÊ JÁ DESEJOU BOM DIA PRA QUEM HOJE?


Gratidão sempre

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