A Força Que a Ana Descobriu
BOM DIA!

Ana sempre achou que ser forte era aguentar.
Ela aguentava o chefe mal-humorado, a conta que não fechava no fim do mês, o choro preso na garganta. Aguentava sem pedir ajuda, porque na cabeça dela, pedir ajuda era atestado de fraqueza.
Hoje cedo, encontrei a Ana na parada do ônibus. Olheiras fundas, mas um sorriso tentando ficar de pé. Ela me disse: "Tô cansada."
E pela primeira vez, ela não completou com "mas vou ficar bem".
Eu disse a ela o que talvez você precise ouvir hoje também:
Ser forte, Ana, não é suportar tudo o tempo todo, sozinha, como se você fosse uma parede.
Ser forte é continuar tentando, mesmo se sentindo toda remendada de vulnerabilidades. É reconhecer que tem dia que o medo vem e senta do seu lado no banco. Tem dia que o cansaço vence e a única coisa que você precisa fazer é parar para respirar.
Ser forte não é não ter medo do desconhecido. É ir com medo mesmo. Um passo de cada vez.
É ter a coragem de aprender de novo, de recomeçar do zero se for preciso, de dizer "esse é o meu limite" e, principalmente, de estender a mão e dizer "você me ajuda?".
Ana me olhou e os olhos dela encheram d'água. Não de tristeza, de alívio.
Então não tenha vergonha das suas rachaduras. Elas não diminuem a sua força, elas deixam a luz entrar.
Talvez, no fim das contas, ser forte seja justamente isso: entender que você não precisa dar conta de tudo sozinho. E que quando a gente encontra as pessoas certas para caminhar junto, a gente vai muito mais longe.
SER FORTE NÃO É CARREGAR A CASA NAS COSTAS. É ADMINISTRAR COM TODOS OS QUE ESTÃO DENTRO.
Gratidão sempre



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