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A Estrada que Não Era Minha

30 de set.
1 min de leitura
Carla observa o ônibus partir enquanto um caminho iluminado leva até a escola onde encontrou seu verdadeiro destino.

BOM DIA!


A Carla me contou que passou 5 anos tentando passar num concurso em Goiânia. 5 anos estudando, chorando, se trancando no quarto. Era o sonho da vida dela.


No dia da prova final, ela perdeu o ônibus. Por 2 minutos. Ficou na rodoviária de Alexânia, com a apostila no colo, vendo o ônibus ir embora. Chorou de raiva. Achou que era o fim.


Hoje, 2 anos depois, ela é professora da escolinha do bairro, aqui mesmo. Ganha menos que ganharia no concurso. Mas ela me disse ontem, com os olhos cheios d'água: "Se aquele ônibus não tivesse me deixado, eu nunca teria descoberto que meu lugar era aqui, ensinando essas crianças."


Algumas coisas não são pra nós. E algumas pessoas também não.


E está tudo bem. A gente sofre porque acha que todo "não" é castigo. Mas tem "não" que é livramento. Tem porta que não abre porque a casa atrás dela não era pra ser sua.


Existem estradas lindas, que a gente olha e pensa: "é ali que eu quero ir". Mas por mais bonita que pareça no começo, ela não leva pro destino que vai te fazer feliz. Ela te leva pra longe de você.


A vida sabe disso. Deus sabe disso.


A gente sofre menos quando para de brigar com os "nãos". Quando entende que nem tudo que não acontece do jeito que a gente quer é ruim. Às vezes, é só a vida, com muita delicadeza, te puxando de volta pro caminho certo. Pro caminho que é seu.

A CARLA PERDEU O ÔNIBUS. E SE ENCONTROU.


Gratidão sempre

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