A Dor Não Dá Permissão
- 26 de abr.
- 1 min de leitura
BOM DIA!

A vingança costuma surgir como um alívio imediato. Quase um instinto. Uma tentativa de equilibrar o jogo quando algo parece profundamente injusto. Mas, na prática, ela não resolve. Ela prolonga. Ela estende o problema para além do fato original.
A dor, quando mal elaborada, tende a buscar saída. E, muitas vezes, encontra na agressividade uma forma rápida de expressão. O problema é que essa resposta não organiza o sofrimento, apenas o redistribui.
Responsabilidade sobre a própria resposta.
Isso não é fácil. Nem um pouco.
Mas é o que separa quem reage de quem escolhe.
Um exemplo simples ajuda a entender.
Carlos, gerente de uma pequena empresa, foi demitido de forma abrupta depois de anos de dedicação. Saiu ferido. Humilhado. Nos dias seguintes, pensou em expor a empresa nas redes sociais, contar tudo, devolver na mesma moeda. Tinha argumentos. Tinha motivos.
Mas, no meio desse impulso, ele recuou. Não por medo. Por lucidez. Entendeu que transformar sua dor em ataque só o manteria preso àquilo que já o havia machucado. Em vez disso, organizou sua saída, buscou novas oportunidades e seguiu. Não foi heroísmo. Foi escolha.
A diferença é silenciosa, mas decisiva.
A dor pode até explicar um comportamento.
Mas não justifica qualquer comportamento.
No fim, talvez a questão não seja “o que fizeram comigo”, mas “o que eu faço com isso agora”.
E essa resposta, por mais difícil que seja, continua sendo nossa.
Gratidão sempre!



Comentários