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A Costura da Dona Lúcia

28 de set.
1 min de leitura

BOM DIA!


Dona Lúcia costura um vestido floral à mão, cercada por tecidos e utensílios de costura, em uma casa acolhedora.

Dona Lúcia, aqui de Alexânia, queria fazer um vestido há 3 anos. Comprou o tecido, guardou na gaveta. Tecido caro, bonito. Mas ela não começava.


"Eu tô esperando ficar boa na costura."

"Eu tô esperando comprar a máquina melhor."

"Eu tô esperando a hora perfeita."


E a hora perfeita nunca vinha.


Ontem eu passei na casa dela e o tecido estava virando cortina. Eu perguntei do vestido.


Ela me disse: "Ah, meu filho, eu queria que saísse perfeito."


Aí eu entendi. O perfeito que a gente imagina na cabeça é uma armadilha. Ele não nos ajuda, ele nos paralisa. A gente adia a vida esperando uma coragem que só vem depois que a gente começa.


Eu falei pra ela: "Dona Lúcia, começa torto."


Ela riu.


"Começa com a linha errada, com a bainha torta. Mas começa."


Porque nada nessa vida nasce pronto. Filho não nasce andando. Casa não nasce pintada. Amor não nasce maduro. Tudo se molda no processo. É costurando que se aprende a costurar.

A perfeição não está no primeiro ponto. Está no caminho. Está em cada vez que você desmancha e faz de novo, um pouco melhor.


Só quem tem coragem de dar o primeiro passo, mesmo pequeno, mesmo tremendo, descobre depois que tinha força pra caminhada inteira.


Dona Lúcia me mandou foto hoje de manhã. Começou o vestido. Tá torto? Tá. Mas já existe. Saiu da gaveta e foi pro corpo.


Não espere o momento perfeito. Ele não existe.


Comece agora, com o que você tem, do jeito que dá.


É ASSIM, SÓ ASSIM, QUE AS COISAS VIRAM REALIDADE.


Gratidão sempre

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