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A Conversa

13 de set.
2 min de leitura

BOM DIA


Duas versões da mesma mulher se abraçam em uma varanda ao amanhecer, simbolizando reconciliação, força e gratidão pela trajetória vivida.

Hoje, bem cedinho, eu sentei para conversar com a minha versão do passado.


Ela chegou tímida, com os olhos ainda cheios daquele mundo antigo, e me perguntou: "Depois de tudo, finalmente estamos em paz?"


Eu respirei fundo e respondi que sim, mas é uma paz diferente da que ela imaginava. Ainda existem dores que vez ou outra apertam o peito, que visitam sem avisar. Só que elas já não têm o mesmo poder sobre nós. Elas passam. Não moram mais aqui.


Ela então, curiosa, quis saber: "E as batalhas? Vencemos todas?"


Sorri. Disse que não, não vencemos todas. Algumas a gente perdeu, outras a gente aprendeu a deixar pra lá. Mas hoje a gente caminha diferente. Com mais fé no passo, mais força nos ombros e mais coragem no coração.


"Então a vida ficou fácil?" - ela insistiu.


"Não, não ficou fácil", eu respondi. "Mas Deus... ah, Deus tem nos sustentado em tudo. Em cada mês difícil, em cada lágrima escondida, em cada recomeço que parecia impossível. Ele nunca soltou a nossa mão."


Ela ficou em silêncio. Me olhou por um longo tempo, como quem tenta reconhecer no meu rosto o rosto dela. E então fez a última pergunta, a mais importante:

"Você tem orgulho de nós?"


Foi aí que meus olhos marejaram. Porque sim. Eu tenho um orgulho imenso de nós.


Tenho orgulho da nossa força nos dias em que tudo dizia para parar. Da nossa coragem de seguir mesmo tremendo de medo. Da nossa fé, que foi teimosa e não nos deixou desistir. Foi tudo isso que nos trouxe até aqui.

ELA CHOROU.

EU SORRI.


E nos abraçamos em gratidão.


Gratidão sempre

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Edna Pinato
16 de set.
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O autoconhecimento e isto.

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