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A Conta do Seu Joaquim

14 de set.
2 min de leitura

BOM DIA!


Seu Joaquim prepara café em seu pequeno restaurante, diante de uma conta sobre a mesa, em uma manhã tranquila no interior de Goiás.

Todo dia, às seis da manhã, Seu Joaquim abre o pequeno restaurante da esquina. Não tem letreiro bonito, só o cheiro de café passado na hora e duas mesas de madeira que ele mesmo lixou.


Eu sempre achei curioso como ele atende todo mundo do mesmo jeito. O apressado que pede sem olhar, o indeciso que fica dez minutos no cardápio, o que reclama do preço. Ele anota tudo com a mesma calma, e diz: "Pode escolher à vontade, filho. A cozinha tá pronta."


Hoje eu perguntei: "Seu Joaquim, o senhor não cansa de gente reclamando?"


Ele riu, limpando um copo. "Menino, a vida é igualzinha a um restaurante. Você escolhe o prato, escolhe o caminho, escolhe até as palavras que vai servir pros outros. Só que tem uma coisa que ninguém escapa: ninguém vai embora sem pagar a conta."


Fiquei quieto.


Ele continuou: "Cada atitude cobra. Cada gesto volta. Às vezes a cobrança vem em forma de arrependimento, aquela dorzinha chata de madrugada. Outras vezes vem como lição, que a gente só entende depois. E quando é Deus quem manda a conta, Ele não manda pra punir não. Ele manda pra transformar a gente."


Entendi na hora por que o restaurante dele tem tão pouco barulho e tanta paz.


A gente passa a vida achando que pode sair correndo, deixar o prato sujo na mesa. Mas no fim, a conta que mais pesa não é a de dinheiro. É a da consciência.


Por isso, desde aquele café, tenho pensado melhor no que ando servindo ao mundo. Tenho tentado ser mais leve, mais justo, mais amor. Porque dormir em paz, como o Seu Joaquim depois que fecha as portas, é o maior lucro que existe.

DEVEMOS NOS PREOCUPAR COM O TAMANHO E O TIPO DE CONTA VAI NOS SER APRESENTADA.


Gratidão sempre

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