A Calma da Dona Tereza
BOM DIA!

A Dona Tereza me disse uma frase ontem que eu não esqueci.
Ela falou: "Filho, eu me tornei mestre na arte de deixar passar."
Ela tem 67 anos. Já foi daquelas que respondia na hora, que não levava desaforo pra casa, que queria consertar tudo no mesmo dia.
Hoje não.
Hoje aquelas situações que antes tirariam ela do eixo, ela só observa. O retrato da cena está ali, na frente dela. A vontade de escancarar verdades pulsa aqui dentro, a gente sente o sangue ferver...
Mas não. Ela respira fundo.
Ela entendeu que o tempo dá as melhores respostas.
A gente vai aprendendo, Dona Tereza, que não precisa se apressar para responder, para consertar, para confrontar todo mundo. Aprende que existe uma paz silenciosa em esperar a maré baixar antes de agir.
Porque nem tudo merece a nossa energia. Nem tudo merece a nossa paz.
Às vezes, o silêncio é a resposta mais certeira. Ele não faz barulho, mas chega sereno, no seu tempo. E aí sim, é incontestável.
Essa serenidade da Dona Tereza não veio de graça. Vieram de tropeços, de quedas, de noites mal dormidas. Foram aprendizados que ensinaram a ela a arte de viver com mais calma e leveza.
Hoje, ao invés de afobação, ela escolhe a paz.
Porque no fim, o que importa é isso: viver com a alma tranquila, olhar para o que vier e sorrir, sabendo que a gente é resolvido o bastante para não se deixar levar por qualquer brisa pequena.
PODE VIR TEMPESTADES QUE NÃO ABALARÁ O QUE ESTÁ CONSTRUÍDO SOBRE A ROCHA.
Gratidão sempre.



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