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Voltar para Mim

  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura

BOM DIA!


mulher rodeada de semblantes de pessoas, representando a opinião alheia e as expectativas que ela acha que precisa suprir

Eu a vi ali, tentando agradar a todos. Ajustando palavras, mudando posturas, moldando decisões. E, enquanto fazia isso, parecia se afastar de si mesma.


Olhei em seus olhos e disse, talvez também para mim:

- Não se perca tentando ser o que os outros esperam de você. Eu sei como é fácil cair nessa armadilha. As pessoas opinam, analisam, aconselham. Muitas vezes com boas intenções. Mas, no fim, só eu sei o que realmente me move. Só eu sei o que me dá paz.

Ela me respondeu, quase em confissão:

- É tão fácil se perder no meio das expectativas…


E eu concordei:

- É mesmo. Já me perdi tentando corresponder. Já silenciei minha própria voz para caber em cenários que não eram meus. Já confundi aprovação com identidade.


Com o tempo, aprendi que preciso distinguir o barulho do mundo da minha própria essência. O mundo fala alto. Minha alma fala baixo. E, se eu não fizer silêncio, não escuto.


Ela perguntou:

- E se uma porta não se abre?


Eu já fiz essa pergunta muitas vezes.

Hoje respondo diferente: talvez não seja sobre insistir na mesma porta. Talvez seja sobre aceitar que nem tudo flui porque nem tudo é para mim. A maior mudança não acontece no cenário. Acontece dentro.


Aprendi que insistir no que não traz paz é atrasar a própria evolução.


Naquele momento, vi que algo nela se reorganizou. E percebi que algo em mim também se reafirmava.


Voltar para si é um ato de coragem. Libertar-se de dogmas que não fazem sentido. Desapegar de expectativas que não refletem quem somos.

Hoje eu escolho ouvir a minha verdade. Ela não grita, mas orienta.

E sigo.

Mais inteiro. Mais consciente. Mais eu.


Gratidão, sempre.

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