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Quando a Manjedoura se Torna Palácio

  • Foto do escritor: Valdivino Clarindo Lima
    Valdivino Clarindo Lima
  • 25 de jan.
  • 2 min de leitura

BOM DIA!


senhor e criança de cima da montanha avistando a manjedoura do nascimento de jesus

25 de janeiro de 2026


O aprendiz, no cume da montanha, contemplando a grandeza do universo sob um frio cortante, vira-se para o mestre e pergunta:

- Mestre, existe vida após a morte?


O mestre o olha como quem fala a uma criança e responde, com serenidade:

- Claro que não.


O aprendiz se espanta:

- Como assim, mestre? Estou aqui para evoluir. O senhor sempre disse que não há tempo nem espaço, que a evolução é uma constante sem fim… e agora me diz que tudo acaba com a morte?


O mestre sorri, com paciência:

- Pequena criança, jovem aprendiz, estou lhe dizendo que não existe nada após a morte porque nada morre. Tudo apenas se transforma.


Aliviado, o aprendiz exclama:

- Que alívio, mestre! Sendo assim, a salvação pertence a quem? Aos católicos?


- Não.


- Aos evangélicos, então?


- Não.


- Ah, entendi… aos espíritas, que pregam que tudo é energia?


- Também não.


- Aos praticantes das religiões de matriz africana?


- Não.


- Pelo amor de Deus! Vai me dizer então que a salvação é dos ateus?


- Também não.


Atônito, com os olhos arregalados - já até esquecendo o frio intenso e o vento cortante -, pergunta quase em desespero:

- E a salvação para nós, pecadores? Ela existe? Se existe, como conquistá-la?


O mestre responde com firmeza e mansidão:

- Sim, há vida eterna e há salvação. E ela não está na religião professada. Para alcançá-la, em todas as crenças, seja humilde no processo que você enfrenta. Seja honesto. Seja tolerante. Seja justo. Afaste-se da soberba.

Fez uma pausa e continuou:

- Em todas as crenças, Maria carregava o Rei dos Reis em seu ventre, mas foi humilde ao dar à luz numa simples manjedoura.


- Aprenda: a salvação não se compra. Ela se conquista. É preciso fazer por merecer. É graça - e graça só permanece quando é vivida como graça.


O mestre conclui:

- Não se trata do lugar onde se está. Maria gerou um Rei. Quando se gera um Rei, a manjedoura se transforma em palácio.


- Nosso palácio é onde esse Rei se instala. Ele está na Igreja. E quando falamos em Igreja, não falamos de prédios de alvenaria, barro ou palha. Não falamos do lugar onde os homens se reúnem. Igreja é o próprio homem.

- No processo, o que hoje é sua manjedoura, amanhã se tornará algo grandioso.


- Transforme-se. Evolua. Não julgue. A evolução tem como base a pureza de coração.


Fiquei mudo.


Não tive palavras.


Mas entendi - e me calei.


Que este seja mais um dia abençoado.


Dia de cuidar da Igreja. Da sua Igreja. Da morada do Senhor.


Gratidão sempre

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